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Flamenconautas é a Companhia Internacional de Flamenco criada pela junção de 3 entidades comprometidas com o Flamenco e a sua difusão internacional: a produtora mexicana Akais Chindos, a coprodução com o bailaor internacional Shoji Kojima e o Festival de Jerez, que apostou pela Internacionalização do Flamenco. Para essa formação sublime, atendendo a todas as expectativas, foi chamado para a direção artística e coreográfica, o grande Javier Latorre. Para a direção de dramaturgia nada menos que Paco López. E para a direção musical, eu mesmo, Flavio Rodrigues.

Flamenconautas é uma companhia formada por 15 bailaores de 8 países, por 8 músicos de 4 nacionalidades diferentes, dentro do marco do mais importante festival de dança flamenca da Espanha, e talvez do Mundo. Flamenconautas é uma transgressão de atemporalidade. Inspirado nos argonautas e o destino das encruzilhadas nas estradas de antigamente. Daí surgiu esse sublime nome, que foi de onde saiu, a grande inspiração para batizar esse grande projeto.

O nome do espetáculo “Vamo’Allá”, típico jaleo flamenco que significa “Ir más Allá”, ou seja, “ir mais longe”, ou “ir-se a bagunça”. Um caminho a seguir para a Companhia Flamenconautas“Vamo’Allá” é a sua obra de estreia, e será uma revisita as grandes épocas de ballets e das peças icônicas, que ficaram em nossa memória dos últimos tempos. Uma viagem pelas coreografias, mostrando-as em sua pura essência, de acordo com a interpretação de cada participante da companhia. Contaremos com as participações especiais de Javier Latorre e o bailaor símbolo dessa trajetória internacional do Flamenco, Shoji Kojima.

E para fechar com chave de ouro essa inovadora abordagem do Flamenco, simbolizada por uma Companhia Internacional de Flamenco, agora em fevereiro de 2018 (precisamente 27/02), durante o Festival de Jerez, três brasileiros estarão se apresentando no magistral Teatro Villamarta, integrando a Companhia Internacional de Flamenco – Flamenconautas, com estreia absoluta do espetáculo “Vamo’Allá”.

Se estiver por Jerez, ou pela Espanha, é uma oportunidade ÚNICA. Portanto, não deixe de prestigiar aos brasileiros que estão vestindo a cultura Flamenca em nome do Brasil: Flavio Rodrigues (Direção Musical e Guitarra Flamenca), Fabio Rodrigues (Bailaor) e Gabriel Matías (Bailaor).

Porque é importante levar a cabo um projeto dessa envergadura?

Faz tempo que o Flamenco traspassou as fronteiras da Espanha, e se abriu ao mundo como arte universal, envolvendo a artistas de todas as partes do globo, que partem a Espanha em busca de cursos formativos, ou mesmo os recebem em seus países de origem. A busca do tal duende, mas sobretudo uma dura disciplina e muita constância no trabalho, permitiu a aparição de grandes profissionais estrangeiros do flamenco, originados de qualquer canto do planeta, sem distinção!

Pensando nisso, e retribuindo a todo o esforço empregado por esses grandes artistas, que muitas vezes, deixaram sua terra natal, para viver e sentir o Flamenco, o bailaor e coreógrafo Javier Latorre quis reunir aos melhores na Companhia Internacional de Flamenco – Flamenconautas.

A Companhia já está na reta final dos ensaios, e está representada por 15 países diferentes, dos quais destacamos Canadá, Estados Unidos, México, Chile, Brasil, Russia, China, Japão, Holanda, França e Espanha.

A obra possui 2 conotações: primeira é uma homenagem implícita a Shoji Kojima e a todos os artistas que como ele, fizeram essa viagem, tanto física como espiritual, e que deixaram para trás sua cultura, suas famílias, e sua casa, para fazer Flamenco. E a segunda é uma celebração aos 50 anos de carreira, que Latorre leva com os cenários de todo o mundo.

Como Latorre mesmo comentou, fazia tempo que ele tinha a ideia de criar um espetáculo com artistas de outros países. Um 80% de seu volume de trabalho, ele realiza fora da Espanha, e por isso, ele sabe da paixão que toda essa gente têm, além da qualidade que existe em muitos lugares, mas às vezes, por problemas econômicos ou de atrevimento, não dão o primeiro passo. “Tenho interesse que haja companhias por todo o mundo, e que os artistas de fora possam tomar consciência e acreditar que fazendo as coisas bem, você pode estar em um Festival do porte de Jerez”, disse Latorre. Flamenconautas quer juntar essa qualidade e mostrar-lhes a todos.

Latorre acredita que o Flamenco não será verdadeiramente Patrimônio da Humanidade, enquanto não vermos em um Festival de Jerez, na Bienal de Sevilla e na Suma Flamenca de Madrid, quatro ou cinco companhias estrangeiras, como existe em qualquer festival de jazz, dança clássica, ou contemporânea.

Esse original projeto quer de uma vez por todas, demonstrar que chegou a hora de deixar de olhar, aos estrangeiros, como alunos e espectadores, e considerar-lhes profissionais que estão na mesma altura de muitos dos quais temos em Espanha. Jamais se havia impulsionado uma iniciativa desse calibre. É claro que muitos estrangeiros já são reconhecidos na Espanha, e já se apresentaram a título individual ou dentro de companhias espanholas, em muitos dos festivais, bienais e sumas por toda a Espanha, mas nunca se havia imaginado em buscar o melhor de cada país e montar um único espetáculo, com todos juntos!

CONVITE DO FLAVIO: Fica aqui o nosso CONVITE OFICIAL!

O que você achou dessa iniciativa sobre o Festival de Jerez e a Internacionalização do Flamenco? Conta-me enviando ao seu comentário. O que você achou desse projeto, e como essa iniciativa pode te ajudar no seu estudo, conhecimento e progresso dentro dessa arte.

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